Fliaraxá 2018 promove mais atividades nesta semana, em Araxá

Redação 5 de dezembro de 2018 0

A partir dessa quinta-feira, atrações diversas movimentam a literatura araxaense

A Associação Cultural Sempre Um Papo e a CBMM dão sequência às atividades do Fliaraxá 2018, realizando ações complementares, voltadas para o incentivo ao hábito da leitura. A programação  inclui oficinas, debates, sarau e lançamento de livro. Algumas ações já foram realizadas no mês de novembro. Abaixo, acompanhe as atividades gratuitas que estão programadas para dezembro.

Dia 6/12 – próxima quinta-feira, às 19h30 – Oficina de Libras para professores. Instrutora: Jessica Alves Borges – Local – Biblioteca Municipal Viriato Corrêa. Sinopse: Ensinar a linguagem brasileira de sinais para os professores, com o intuito de evitar barreiras na comunicação com alunos com deficiência auditiva. Situação que provoca a evasão escolar, já que muitos deles deixam as escolas por não conseguirem acompanhar as aulas e aprender.  Na oficina, dirigida a 30 professores, será ensinada a conversação básica em Libras para a sala de aula.

Dia 8/12 – próxima sábado, às 11h – “Sarau Literário- na Feira Criativa”- Local: Fundação Cultural Calmon Barreto. Sinopse: Poetas de Araxá vão se unir para difundir a literatura e abrir espaço para novos talentos. Essa é a proposta do Sarau que contará com os escritores Rafael Nolli, Heleno Alvares, Cássio Amaral, Flávio Otávio, Idelma Borges e muitos outros que ao lado de músicos, estarão na feira criativa no pátio da Fundação Cultural.

18/12 – terça-feira – 19h30 – Sempre um Papo com Marco Lucchesi, presidente da ABL- Academia Brasileira de Letras – Local: Auditório da Associação Comercial –  Debate sobre o tema “Sobre Machado de Assis, às vésperas dos 180 anos”, com lançamento e autógrafos  em seus livros “O Bibliotecário do Imperador” e “O Dom do Crime”.

“O Bibliotecário do Imperador”: O personagem principal é Ignácio Augusto Cesar Raposo, bibliotecário de dom Pedro II. Este homem real, que foi testemunha dos bastidores do Palácio de Petrópolis e da Corte no Rio de Janeiro, é usado pelo autor como um fio-condutor, para que ele apresente as alterações no tabuleiro de poder e na vida cotidiana do Rio de Janeiro a partir da Proclamação da República.  O bibliotecário do imperador não é, no entanto, um romance histórico típico. A narrativa muito ágil e cheia de referências montada por Lucchesi funciona como um jogo, em que personagens reais, como Ignácio e Pedro II, se misturam a figuras fictícias, como o barão de Jurujuba. O leitor é convidado a percorrer um fluxo de muitas vozes, no qual é tão difícil quanto fascinante discernir o que é dado real e o que é ficção.

“O Dom do Crime”: No livro, Lucchesi cria um delicioso narrador-autor, não identificado, que conta uma história para o futuro. Um homem do século XIX que, ao ser aconselhado pelo médico a escrever suas memórias, se lança não para a própria vida, mas sobre um crime passional, notícia no Rio de Janeiro de Machado de Assis. Esse misterioso narrador traça paralelos curiosos entre este assassinato, o julgamento que absolve o marido supostamente traído e a obra mais aclamada de Machado, Dom Casmurro. Terá o Bento de Machado qualquer coisa do real José Mariano? E Capitu teria sido inspirada em Helena, a esposa que sucumbe ao ciúme do marido? Todos os dados de ordem informativa, factual, foram longamente pesquisados e comprovados, em papel velho e fontes congêneres — tudo passou pelo crivo de Lucchesi. Mas, para além disso, o romance traz uma flutuação permanente entre literatura e documento, história e ficção.

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